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segunda-feira, 4 de maio de 2015

FIEP - Carta aos Empresários

De: Rommel Barion - Vice Presidente da FIEP [mailto:tvteste@tvteste.com.br]
Enviada em: terça-feira, 28 de abril de 2015 09:07
Para:
Assunto: Carta aos Empresários - Rommel Barion

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Feliz dia dos pais
Estimado (a) Empresário (a),

Você sabe por que o mar é tão grande, tão imenso e tão poderoso? Porque teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, alguns centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas uma ilha.

Na disputa política, o discurso deve ser de humildade e compartilhamento de ideias. Surgem comportamentos saudáveis e outros perversos, reptilianos e reprováveis.

Nas últimas eleições da FIEP, a chapa eleita, intitulada FIEP Independente, estabeleceu alguns compromissos com a intenção de manter a instituição à margem das práticas que tanto condenamos no mundo político e do poder.

Compromissos como a modernização dos estatutos, fim da reeleição, gestão democrática, princípio da racionalidade e da meritocracia. Enfim, princípios sólidos e compromissados com a sociedade.

Lamentavelmente, o Presidente Edson Campagnolo, eleito com a atual diretoria, defendeu esses valores tão importantes para toda a sociedade, mas rompeu unilateralmente com esses compromissos e procrastinou a modernização dos estatutos. Campagnolo manteve a sua reeleição aparentemente legal, do ponto de vista jurídico, mas, evidentemente, condenável pelo olhar moral e ético.

Não se trata agora de “poder” ser reeleito e, sim, de cumprir com a proposta de gestão, buscar um posicionamento coerente e ético, honrar a palavra e estabelecer participação e transparência no processo democrático.

Após a última reunião de diretoria, há pouco mais de uma semana, vi-me obrigado a levar ao conhecimento de todos os empresários, presidentes de sindicatos e delegados representantes, o que vem ocorrendo na FIEP.

O presidente constrangeu os diretores, colocando o seu nome para avaliação em uma possível reeleição, alegando que tem que continuar os trabalhos que vem sendo feito e que não há mais espaço para ele na sua cidade de origem, Capanema. Ora, ele perdeu seu espaço empresarial e agora quer se agarrar ao cargo que ocupa?

Após indagação de alguns diretores, se ele retiraria o seu nome em favor de algum membro da atual diretoria, hesitou e se negou a responder, deixando claro a sua vontade e obstinação em ser reeleito.

Agiu exatamente como nos velhos tempos da FIEP, quando alguns presidentes mandavam seus assessores colherem assinaturas dos delegados sindicais em pedidos de reeleição, que aqueles mesmos redigiam.

Além disso, negou-se firmemente a fornecer documentos internos da entidade para membros de sua diretoria, entre eles a cópia do parecer 216/2011 que instituiu a verba de representação, o regulamento eleitoral, áudio de reuniões e relação de delegados representantes. Uma atitude antidemocrática, pouco participativa e nada transparente.

Sou favorável a manter os compromissos de renovação e à abertura de oportunidade para outros exercerem a função de presidente. A boa governança é pautada por princípios sólidos e não pelo exercício arbitrário do poder. A FIEP precisa seguir com uma agenda política e outra administrativa à altura de sua missão e, principalmente, pautada por uma agenda moral.

A quebra de princípios assumidos pela atual diretoria abala os valores de confiança, transparência, imparcialidade e verdade. Sei que a maioria dos membros da diretoria não concorda com esse comportamento e com a postura centralizadora do atual presidente.

Que exemplo estamos dando para a sociedade? Como podemos cobrar de nossos representantes políticos, se na nossa casa da indústria rompemos com a palavra e com os compromissos?

Não podemos agir na FIEP com a falta de princípios e de valores, o que tanto criticamos na política partidária. A representação empresarial na FIEP precisa ser exercida pela diretoria de uma forma compartilhada, democrática e participativa. Dessa forma, todos os setores da economia e as diversas regiões do Estado terão espaço e representatividade em nossa entidade.

A transparência e a credibilidade devem ser espontâneas e rotineiras. Jamais devemos permitir a autocracia e a centralização, com aparelhamento de grupos com interesses pessoais, como vêm ocorrendo na entidade.

Portanto, caro colega, conclamo que se una a nós contra essa prática. Não podemos deixar a FIEP se apequenar por atitudes egoístas e personalistas. O Sistema FIEP é uma instituição respeitada e de representação empresarial e a sua missão é muito maior do que o seu presidente, seja ele quem for. Nossos compromissos de campanha e de gestão devem ser mantidos. É uma questão moral.

Gostaria muito de convidá-lo, presidente de sindicato, delegado representante, empresário, para que reflita sobre o assunto e nos ajude para que a FIEP e sua diretoria não se torne uma ilha, mas sim um oceano poderoso de transparência que permeie todo o nosso ambiente empresarial.

A minha proposta para dar completude aos meus comentários é de modernizar imediatamente os estatutos da entidade, acabando com a reeleição, e de instituir um conselho deliberativo que não permita a personalização da gestão.

Vamos nos organizar em uma oposição para fazer frente ao presidente Edson Campagnolo para que ele recue na sua intenção de se perpetuar no poder e não manche o nosso nome e de toda a diretoria da FIEP.

Peço o seu apoio e sua ajuda nessa missão. Coloco-me a disposição através dos telefones e e-mail abaixo.
 
Forte abraço

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